Wednesday, 2 April 2025

O INCOMPLETO MANIFESTO DO CRESCIMENTO DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO PÚBLICO PORTUGUÊS | BIGBANG THEORY TO BE



 20th February 2025



As escolas operam num ecossistema cada vez mais complexo, o ambiente da biologia da educação está cada vez mais diversificado, dinâmico e interconectado com um mundo  cada vez mais difícil de prever. No entanto, observa-se que o estilo de liderança de gestão das escolas públicas, adotado por vários Ministérios da Educação que acompanham o ritmo das políticas-in-out dos vários governos, está mais rígido, fechado, arcaico e burocrático que o praticado quando o mundo era mais previsível. Um dos exemplos do estilo de liderança fechado, rígido e arcaico,   empregue na gestão das escolas públicas, é o poder conferido a uma única pessoa na figura de Director de Escola, quando há uns anos existia um conselho directivo constituído por vários professores. Directores de Escola que reportam a um leque restrito de directores gerais monásticos, sentados em tronos de pedra e vestidos de togas de juízes iniciados nos ministérios da autocracia da ilusão verdade-educação,   que alimentam um ecossistema de professores-tecnocratas, tão só para elevar a burocracia a um sentido falso de controlo de gestão e transformar as escolas em fábricas de esterilização em massa do atributo inovação.

Agora, silêncio! que se vai cantar o Fado!

Os projectos educativos apresentados pelos directores vendem-se pela uniformidade  do ego globalização-mundo dos vários ministros da educação,  conduzidos pelo leme dos clichés em voga em cada onda de moda: "democracia, diversidade, inclusão, humanismo e  alunos como cidadãos do mundo", clichés que morrem sempre na praia como alforrecas cansadas. O corporativismo dos professores, dos funcionários e dos encarregados de educação colocou "bons" e "maus"  no mesmo saco, sobrepondo o barulho da força-quantidade, pela voz frágil da individualidade-qualidade; e colocou os  interesses corporativos de cada classe, sobre o melhor interesse das crianças e dos jovens.

O projecto educativo das escolas públicas tem de ser nacional e adaptado às especificidade de cada aluno. Nacional, no sentido de que tem de ser um factor de união do país e resultar de um esforço de concentração de todos os indivíduos pela aplicação da diversidade de pensamento,e não pela aplicação da uniformidade de ideologia política nacional e/ou local; adaptada às especificidades de cada aluno, no maior respeito pelo potencial de cada criança, na certeza do que ecada criança poderá contribuir, com a sua individualidade, para transformar o país e o mundo em melhor humanidade. 

Agora, silêncio! que se vai cantar o Fado!

Numa entrevista ao canal CNN,   um director de agrupamento  quando questionado sobre a possibilidade de regresso de professores aposentados, responde: "não, os professores não estão a aderir muito a essa solução, no entanto é uma solução que também perverte o sistema, ou seja, inverte a pirâmide, oferecem-se suplementos remuneratórios a esses docentes muito superiores àquilo que se paga a um director, sub-director, a um adjunto de uma direcção que são efectivamente as pessoas que neste momento estão a fazer com que as escolas funcionem...". Esta posição desactualizada! prova que os professores, pelo seu exclusivo grau de especialização na docência de uma determinada disciplina, não são os melhores gestores, pois a-gestão implica o desenvolvimento de competências interdisciplinares, multidisciplinares e transdisciplinares que não fazem parte do currículo da docência focada  no saber técnico compartimentado de uma determinada disciplina. 


Ora, no meio empresarial é comum directores  ganharem menos que os seus colaboradores, especialmente  se a especificidade do cargo assim o determina como factor essencial para o todo, pelo que os directores das empresas sabem que o título do cargo que ocupam não depende da sua posição na pirâmide organizacional, mas do contributo que produzem para o todo. De notar que um colaborador altamente especializado não é necessariamente um bom candidato a um cargo de gestor de recursos humanos dos seus pares. 

Esta cultura de Escola  de gestão rígida e concentrada numa figura única de director com formação em docência e não em gestão de organizações   é  factor de castração do ensino de qualidade para a Paz (positividade), Inovação (genialidade) e Empreendedorismo (responsabilidade),  pois os professores de elevada qualidade não são valorizados, nem diferenciados, nem motivados financeiramente, quando o deviam de ser, pois a recompensa do professor deve estar no seu esforço em desenvolver melhores técnicas de cognição que confira vantagens cognitivas de colaboração aos alunos e não no grau de obediência à política burocrática do director e/ou do ministério da educação. As escolas deviam de ter uma pessoa, com formação em gestão de recursos humanos, concentrada a gerir as motivações de cada  professor, não só para poderem gerir as tensões como também para motivar o professor no seu percurso de transformação do ensino em melhor ensino.

Agora, silêncio! que se vai cantar o Fado!

Um dos mitos que subsiste na análise dos episódios de violência das escolas públicas é o de que a violência  é sintoma exclusivo da disfuncionalidade de bairros onde a pobreza criou colónias neoplásicas que transformaram alunos, pais e professores em monstros. Porém, a realidade mostra que essa violência  é igualmente endémica nos colégios privados e internacionais. A diferença é que nas escolas públicas, a maioria dos pais não tem  dinheiro para defender os seus filhos no tribunal.

Neste ponto da gestão da violência, as Escolas Públicas devem tirar aprendizagens e boas práticas da Gestão dos Centros Educativos  a todos os níveis, no sentido das escolas compreenderem a violência, a poderem diferenciar e sobre ela poderem agir com o antídoto correcto. Neste sentido, deve-se notar que nos centros educativos existe a figura de técnicos profissionais de reinserção social (TPRS) que têm um papel importante na gestão dos alunos, gerindo melhor as questões da disciplina do que os professores. Aliás! o professor, devia estar exclusivamente enfocado no bem ensinar e as escolas devim de ter TPRS a coordenar os auxiliares de educação.

As tensões que se geram numa escola são muitas, tal como nas empresas, no entanto as escolas não têm qualquer tipo de acção inovadora que alivie e previna  essas tensões, senão o recurso à rigidez, sendo isto mais uma prova da gestão desatualizada das escolas. 

 Agora, silêncio! que se vai cantar o Fado!

Se o ensino público português está preso na lama, tal se deve ao regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e não ao  potencial de realização dos alunos portugueses, porque este regime de "autonomia" tem como centro satisfazer as necessidades do ego da ideologia política nacional e local e não as necessidades das crianças.

 Agora, silêncio! que se vai cantar o Fado!



Tuesday, 1 April 2025

O HOMEM COM FOME | SÉRIE RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading-barometer | 1 minute 19 seconds | 264 word |republished

ontem encontrei um homem que tinha fome. fome de-comida que o corpo pede para funcionar. ele andava à procura de comida nos restos que os-outros  largavam ao lixo.  perguntei-lhe se ele tinha fome. não respondeu. baixou os olhos.  toquei-lhe no ombro e pedi-lhe que esperasse por mim.   corri ao café mais perto e pedi uma sopa, uma sandes mista, um bolo de arroz e uma garrafa de água. quando voltei entreguei-lhe o saco com a comida. ele sentou-se e com um gesto delicado pediu-me para que eu me sentasse ao seu lado.   pensei nas doenças. no cheiro. na sujidade. mas nada disso importou quando diante de mim estava um homem-com-fome. sentei-me.  devagar Ele tirou do saco a sopa. tirou do saco a sandes mista. tirou do saco a água e o bolo de arroz. ofereceu-me o bolo de arroz  num ato de sublimada reverência que o fez inclinar a cabeça e baixar os olhos na minha direção. de imediato fui atravessada por um sentimento de humanidade que nunca tinha sentido. aceitei o bolo de arroz. observei que Ele só começou a comer depois de se certificar  que eu já comia. Ele comia devagar na certeza de quem já não se deixava dominar pelos gritos do corpo.  o bolo de arroz estava a  alimentar-me a alma.  foi então que no silêncio compreendi que Ele tinha-me oferecido o lado doce da  vida.  senti-me verdadeiramente abençoada pela sua generosidade. Ele comeu, levantou-se e caminhou. nunca mais o vi. sagrado  bolo de arroz .

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17  PEDIMOS DESCULPA, A TODO O HOMEM QUE HOJE  PASSA FOME EM PORTUGAL.  

Wednesday, 26 March 2025

CACHUPA ABENÇOADA HUMANIDADE | BIG BANG THEORY TO BE

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading-barometer | 2 minutes 44 seconds | 547 words | reshaped
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cristiano tinha 14 anos. cristiano tinha nascido em portugal mas os pais eram de cabo verde. cristiano em portugal dizia  que era africano e recusava ser português porque na escola tinha aprendido que os portugueses eram colonizadores e faziam dos africanos escravos. sempre que o cristiano  ia de férias  a cabo verde  dizia que era europeu. quando em cabo verde lhe perguntavam o que era ser europeu  cristiano mostrava o Iphone 15 e  o boné da gucci e os seus amigos cabo verdianos diziam-lhe  que também queriam ir para a europa  para  poderem ser ricos como ele. o sonho europeu de cristiano era ser jogador de futebol rico e famoso. cristiano  explicava que era  por isso que o  pai  o tinha batizado com o nome do melhor jogador do mundo. em cabo verde cristiano recusava-se a jogar à bola na praia porque descalço magoava os pés europeus e a areia estragava-lhe as chuteiras nike americanas. a avó cozinhava-lhe  cachupa ao pequeno-almoço. ao almoço. e  ao jantar porque dizia que o cristiano não sabia o que era ser cabo verdiano. cristiano explicava-lhe que era europeu e  como era europeu não gostava de comer  cachupa. a avó não ligava ao que o cristiano dizia e obrigava-o a comer a cachupa argumentando  que ele tinha perdido o sabor humanidade de cabo verde. irritado o cristiano colocou o  seu braço ao lado do braço da sua avó para lhe  mostrar  que a sua pele era mais escura e que por isso era mais africano do que a sua avó. a avó de cristiano com a sabedoria de avó cabo verdiana pegou-lhe no dedo e com a ponta da faca provocou-lhe um pequeno corte donde saiu sangue. provocou o mesmo corte no seu dedo e fez questão de mostrar que não era a cor de pele que definia a origem de uma pessoa porque o sangue era todo da mesma cor. a avó com um ar muito sério disse ao cristiano que o que definia a origem de uma pessoa era reconhecer  e respeitar o sabor da comida que cada terra dava. cristiano nesse dia ao comer cachupa conseguiu sentir o sabor humanidade de cabo verde e sentiu-se envergonhado por não valorizar também o sabor humanidade que a terra dava  à comida em portugal. pela primeira vez cristiano sentiu um enorme orgulho em ser cabo verdiano e em ser também português. cristiano passou a respeitar os costumes de cabo verde e os costumes de portugal promovendo ambos com o coração.  de partida para portugal cristiano ofereceu o seu chapéu gucci à avó porque ela não lhe reconhecia o valor mas a utilidade e ofereceu as  chuteiras nike ao seu melhor amigo que  lhe passou a dedicar todos os seus golos profissionais.  


#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17  OBRIGADA, A TODOS AS AVÓS QUE  COZINHAM CACHUPA COMO  ALIMENTO ABENÇOA HUMANIDADE. 


Tuesday, 25 March 2025

EM TERRA DO TURISMO QUEM TEM OLHO É REI | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading-barometer | 1 minutes 45 seconds | 353 words | republished 6.6.22

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amílcar.  homem de negócios vários. negócios nascidos de biscates (1). biscates vários. biscates  vários  que para dar não podiam parar. amílcar  habituado ao trabalho incerto desde os tempos de gaiato. gaiato que ganhou calo com as apostas de rua. apostas feitas em cavalos vários. perdas várias. ganhos vários. lágrimas derramadas em lenços de bolso ultra suaves marca pingo-doce. ganhos brindados a vinho-do-porto amadurecido em cascos de carvalho francês. em terra do turismo quem tem olho é rei. amílcar que deixou crescer o bigode para parecer dom duarte primeiro. ingleses agradados com réplica em papel do tratado de windsor. papel amarelado besuntado com claras de ovos. ovos frescos de galinhas criadas ao ar livre marca pingo-doce. vinho-do-porto derramado em lenços de bolso ultra suaves quatro folhas marca pingo-doce.  amílcar que lambia os lenços de papel  para provar que tinham vinho-do-porto. only one euro. ingleses que perguntavam coisas do brexit ao amílcar. coisas do brexit que o amílcar  anulava com a explicação: o tratato de windsor é a mais antiga aliança entre    inglaterra e portugal. ingleses que compravam os lenços de bolso ultra suaves quatro folhas com perfume a vinho-do-porto por causa do tratado de windsor. bigode monárquico do amílcar que espetava sempre que ouvia a palavra windsor. tratado de windsor que ganhava ao brexit. mérito que amílcar  não cobrava porque o fazia por amor à pátria. lenços de bolso ultra suaves quatro folhas marca pingo-doce com perfume a vinho-do-porto. vinho-do-porto amadurecido em cascos de carvalho francês. biscates curtos. vidas sempre duras.

(1) BISCATES: Trabalhos ocasionais de pouca remuneração.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS4 + #ODS5 + #ODS6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 + #ODS13 + #ODS14 + #ODS15 + #ODS16 + #ODS17 OBRIGADA, A TODOS OS BISCATEIROS POR AO LONGO DA VIDA CONSEGUIREM FAZER  OMELETAS SEM OVOS. 

ODS = Objetivo de Desenvolvimento Sustentável = SDG = Sustainable Development Goals (17Steps4Sustainability).

Wednesday, 19 March 2025

A RECEITA PARA A GOVERNAÇÃO DA UE E DA NATO | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE -  RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading | 1 minute  56 seconds | 387  words | republished | updated 8june22
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dado o estado de aflição decidiu a população ensinar a quem se dedica à governação  e à defesa da união europeia,  a receita do-cozido. cozido que leva os ingredientes autóctones de cada país  em homenagem  à cultura da diversidade de cada região.  receita que   apurava a carne de vaca. a carne de galinha. a carne de porco.  o grão. o alho. o feijão. os enchidos. a couve. e os nabos. tudo  em panela até obter mais refeição com elevado teor de nutrição. o caldo que resultava da cozedura    era transformado em sopa aconchegando e curando a alma de quem tinha inquietação. às portas do parlamento da união europeia   decidiu a população cozinhar o famoso cozido para  ensinar os líderes da ue e da nato a genuína sabedoria  da governação para a nutrição da paz no mundo.  todos os representantes em governação   comeram e logo elogiaram (em conferência de imprensa) o que consideraram ser:  tão pitoresca ação da população. apesar da população se ter desdobrado em paciente demonstração encontrou continuada indiferença na ação. sábia  e habituada à eloquência dos discursos  desprovidos de nutrição  descobriu a população nas traseiras do ilustre parlamento o amontoar  do cozido oferecido deitado ao lixo. indignada estava a população que rompeu pela cozinha em hora de refeição para encontrar na cantina os líderes da ue e da nato   concentrados a comer camarão com a mão como se fossem peças  do jogo gamão.  camarão especialmente apanhado em madagáscar e trazido vivo de avião. os líderes  da ue e da nato alegaram como justificação ter medo da contaminação das mãos da população. a população compreendeu de imediato o erro da sua ação pois devia de logo ter tomado a cozinha  da ue e da nato pelas suas mãos. mãos que  tinham moldado com o coração os verdadeiros valores da União Europeia. mãos que conheciam a qualidade de cada ingrediente que cada região  dava ao mundo. mãos  que estavam na origem do sustento  da ue e da nato.  a partir desse dia a cozinha da união europeia  foi tomada pela população e os  líderes da ue e da nato aprenderam a fazer alimento da defesa e da governação  da  união europeia com   ingredientes apurados em caldo de humildade. caldo  que passou a garantir  a nutrição da paz no mundo porque chegava sempre para TODOS.  

#ODS1+#ODS2+#ODS3+#ODS4+#ODS5+#ODS6+#ODS7+#ODS8+#ODS9+#ODS10+#ODS11+#ODS12+#ODS13+#ODS14+#ODS15+#ODS16+ #ODS17 PEDIMOS DESCULPA ÀS NOVAS GERAÇÕES , PELA FORMA INSUSTENTÁVEL COMO A UE E A NATO ESTÃO A DESTRUIR O QUE DE MELHOR A EUROPA PRODUZ:  NUTRIÇÃO PARA A PAZ NO MUNDO.


Tuesday, 11 March 2025

O HOMEM SANTO | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading-barometer | 3 minutes 55 seconds | 786 words | published june 2017 | updated 7 oct. 2022

um homem santo  decidiu descer das montanhas donde tinha ficado durante muitos anos. decidiu o homem santo visitar a aldeia que o tinha feito santo. ao chegar à aldeia o homem santo  viu  uma mulher grávida e ajoelhou-se. colocou a mão na barriga mundo da mulher grávida e em reverência ao que sentiu perguntou  o que significava para ela estar de esperanças. a mulher grávida respondeu que era sentir a inquietação do coração humanidade a romper as  águas mundo. o homem santo num gesto de sublimado respeito inclinou  a cabeça e deixou-se  abençoar pela esperança  que vivia no coração da barriga-mundo da mulher grávida. o homem santo procurou comida numa pequena mercearia. dirigiu-se ao dono da loja e perguntou-lhe  qual era o  significado  do dinheiro. o dono da mercearia reconheceu o homem santo e ajoelhou-se aos seus pés  respondendo que o dinheiro na sua loja não contava porque a abundância vivia na qualidade de cada homem. o homem santo agradeceu  tão sábias palavras e abençoou a qualidade da abundância que este homem entregava ao mundo. pelo caminho o homem santo  encontrou um grupo de homens velhos a jogar às cartas e perguntou-lhes o que era a velhice. os homens velhos reconhecendo a santidade do homem ajoelharam-se e responderam que a velhice era saber ver as cartas-mundo. o homem santo ficou surpreendido com a força de inteligência demonstrada  e abençoou a certeza das cartas   que os homens velhos jogavam ao mundo. o homem santo continuou a caminhar e ao encontrar uma mulher com o coração partido  perguntou-lhe o que era o amor. a mulher ajoelhou-se perante a presença do homem santo e respondeu que  o amor era fazer  crescer  flor em chão coração partido. o homem santo apanhou a flor que crescia ao lado da mulher  e abençoou as lágrimas  que faziam apagar o fogo mundo. o homem santo  decidiu sentar-se a descansar quando  ao ver um homem que  carregava às costas um grande saco de pedras lhe perguntou o que era a força de um homem. o homem ao reconhecer o homem santo colocou o saco no chão em reverência e respondeu que a força do homem era a leveza da paz  com que carregava  as pedras da vontade mundo. o homem santo levantou-se e abençoou  a paz mundo que o homem carregava às costas. o homem santo decidiu encontrar abrigo para a noite fria que se aproximava e ao ver uma porta aberta entrou. a família que habitava a casa estava a preparar o jantar mas ao reconhecer a santidade do homem santo todos se ajoelharam em sinal de sentido respeito. o homem santo perguntou qual era o significado de família ao que eles responderam que a família era o calor do forno que alimenta o brilho do coração mundo. o homem santo agradeceu a refeição quente e abençoou o brilho que esta família  entregava ao céu escuro da noite mundo. ainda o dia vestia escuridão quando decidiu o homem santo  regressar às montanhas.  o homem santo pelo caminho encontrou uma mulher doente que estava a ser transportada para o hospital. o homem santo pediu que parassem.  o homem santo  segurou a mão da mulher doente e perguntou-lhe o que era a doença. a mulher doente sentiu a presença do homem santo  e respondeu que a doença era a memória de dor que vinha para ser esclarecida. o homem santo beijou as mãos da mulher doente abençoando o sentido de cura que  ela entregava às feridas mundo. ao chegar  às montanhas o homem santo respirou o ar puro que já o conhecia. ar puro a quem tinha entregue a essência da primeira humanidade. o homem santo abraçou o vento que o cumprimentava. vento a quem tinha entregue  a leveza do som  primeiro humanidade. o homem santo acarinhou o sol que o iluminava. sol a quem o homem santo tinha entregue a  onda  da luz primeira humanidade.  o homem santo  sentou-se. fechou os olhos e rezou.  o homem santo sentiu-se inundado por uma grande felicidade porque  os homens da  sua aldeia respiravam o mesmo ar que ele purificava. abraçavam o mesmo vento que ele ensinava e viviam ao mesmo ritmo da luz que o seu coração cantava.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17   OBRIGADA, A TODOS OS HOMENS SANTOS QUE REZAM POR  MELHOR MUNDO. 


A MALDIÇÃO DA TELEVISÃO QUE CONDENA PORTUGAL A UM SONO MORBOSO | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading-barometer | 2 minutes 44 seconds | 547 words | reshaped
17steps@principiahumanitatis.org
alberto da ponte d’andrade era casado. médico de profissão. tinha dois filhos. o alberto tinha saído um pouco mais cedo do hospital para comprar um pequeno televisor para a mulher que fazia anos. o alberto queria fazer a surpresa do presente à amélia. surpresa que à semelhança das surpresas anteriores trazia sempre água no bico. o alberto tinha por hábito transformar em seus os presentes que comprava para a  mulher. assim  tinha acontecido quando lhe ofereceu uma viagem ao mónaco para poder  assistir ao jogo do benfica. ou quando lhe tinha  oferecido um telemóvel de última geração sabendo  que ela não o iria conseguir  usar. ou quando lhe  ofereceu um carro descapotável que passou  a ser ele a conduzir  porque dizia  não conseguir suportar o ciúme. a amélia ficou surpreendida com o pequeno televisor porque não era bem o presente que tinha desejado.  o alberto argumentou  ter comprado o televisor especialmente para a amélia porque não  gostava de a ver sozinha na cozinha.  a amélia  passava  muito tempo sozinha na cozinha a cozinhar os seus pensamentos. pensamentos que a  televisão servia para afastar tal como a canção do dedal  afastava a agulha.   o alberto dizia que a amélia não podia pensar tanto. a amélia  ficava sempre emocionada pela razão do alberto.  a amélia tinha cozinhado carne assada regada com vinho do porto acompanhada com batata assada. batata assada salpicada com flor de sal e rosmaninho. o cheiro antecipava o sabor da memória que iria ficar.  a amélia serviu o jantar de  aniversário na cozinha para estrear o presente  com o olhar da família  sobre a televisão. o noticiário da noite abria com a história de mais um bebé recém nascido abandonado na rua. bebés recém nascidos abandonados no lixo que  a televisão mostrava aparecerem  como cogumelos. cogumelos que não cresciam porque não haviam árvores.  árvores que desapareciam  aos montes entre o nevoeiro que esperava por dom sebastião. nevoeiro que escondia o inferno  que comia tudo. inferno que pedia água. água que não havia por causa da seca. seca que provocava sede. sede que aumentava as desgraças. desgraças que vinham sempre em ondas grandes. a amélia pousou os talheres.  apesar da amélia ser enfermeira (e de  ter visto muita coisa feia ao longo da vida!) ficou surpresa com a indiferença do marido e dos filhos  que continuavam a empurrar a comida com o olhar preso à televisão. a amélia por segundos  ponderou qual seria a imagem mais pérfida: a que assistia na televisão ou a que assistia à mesa? desconforto que a amélia sentiu estar  a dar demasiada importância,  afinal! estava era a pensar em demasia. azia mental que pedia intervalo publicitário. distração que abriu a  hora do bolo de aniversário.  hora do entretenimento passado em programas da televisão. programas da televisão que  provocavam perda de paladar. perda de olfato e perda de cognição. sintomas tapados com  bolo. bolo  que enchia a barriga. barriga cheia que provocava sono. 

#ODS1+#ODS2+#ODS3+#ODS4+#ODS5+#ODS6+#ODS7#ODS8 #ODS9 #ODS10 #ODS11  #ODS12 + #ODS13 + #ODS14 + #ODS15 + #ODS16 + #ODS17  PEDIMOS DESCULPA ÀS NOVAS GERAÇÕES  PELA MALDIÇÃO DA TELEVISÃO QUE  CONDENA QUEM A COME A UM SONO MORBOSO. 

ODS = Objetivo de Desenvolvimento Sustentável = SDG = Sustainable Development Goals (17Steps4Sustainability).1.Inequality in the world: local management of common pool resources  (sdg1, sdg2,  sdg14 and sdg15); 2.Industrial and Technological development driven towards the common good: well-being is as important as  health-being (sdg3); 3. Learning Good4CitizenshipDevelopment  towards peace, innovation and entrepreneurship: imagination as a competitive human advantage factor for inclusion and diversity incorporation  (sdg4); 4. Equal opportunities: no prejudices nor bias  (sdg5); 5. Global Water Management 4Peace, 4Innovation and 4Entrepreneurship (sdg6 and sdg14); 6. Energy transformation towards the common good: well-being and  democratizing access (sdg1,  sdg3, sdg7, sdg10, sdg11, sdg13, sdg14, sdg15 and sdg16); 7. Industry 4.0: industrial and technological transformation4PIE (sdg 8, sdg9, sdg10 and sdg17); 8. Globalization processes  driven 4PIE (sdg1, sdg9, sdg12, sdg16 and sdg17) ; 9. AI Governance  under the axiomatic Law of Pi4PIE (sdg1, sdg8, sdg16 and sdg17)